Hawaii

Em junho deste ano, pouco menos de um mês antes do nascimento da minha filha, escrevi em um dos vários cadernos de anotações que sempre tenho por perto um texto com o título acima. Não publiquei na época, talvez porque não tenha tido tempo de digitar, talvez porque não fosse a hora. Hoje faço isso, na manhã de Natal, com as últimas atualizações dos fatos ocorridos ao longo do resto do ano.

Quem me acompanha na internet através dos vários sites em que publico meus textos, ou através das diversas redes sociais onde marco presença, costuma ver meus textos sobre empreendedorismo, sobre investimentos. Vê também as fotos das viagens que fazemos e dos bons momentos com a família e amigos. Por conta da maneira como trabalho, vendendo consórcios essencialmente pela internet, preciso mostrar mais do que normalmente acharia conveniente, pois as pessoas que chegam até mim como possíveis clientes precisam saber que sou uma pessoa real, que vivo o que prego nos meus artigos, que tenho realmente uma empresa chamada Megacombo, que esta empresa é representante da Rodobens Consórcios na maior qualificação possível, categoria Diamante, e que não sou nenhum “golpe na internet”.

A tendência é mostrarmos a parte boa dos acontecimentos, e para falar a verdade, temos uma vida realmente boa no contexto geral, mas quem só enxerga esse lado pode pensar que tudo são flores, que todos os dias são maravilhosos. E pode, em algum momento ruim, desejar uma vida como a nossa.

Cada um tem seu próprio caminho, com seus desafios particulares nem melhores, nem piores, nem mais fáceis ou difíceis do que o de qualquer outra pessoa. As escolhas que fazemos a cada dia vão desenhando as estradas que teremos que percorrer mais a frente. O acaso também cumpre seu papel ao não nos permitir planejar tudo com 100% de precisão e certeza, como ficará claro ao longo dos próximos parágrafos. No final, isto é o que faz da vida esta maravilha cheia de surpresas e novas descobertas. E quando a surpresa é ruim, surge a oportunidade de crescimento pessoal e de auto-superação.

Este não é um texto triste ou trágico, é sim, a simples constatação de que as vezes passamos por desafios como consequência das escolhas que fizemos em um passado recente e das incertezas da vida. Espero que sirva de alavanca para quando você estiver passando por uma fase ruim, para que lembre que todos temos nossos bons e maus momentos, e que com coragem e determinação, tudo se resolve no final.

Este texto é sobre mim, afinal, sou eu que o escrevo, mas poderia ser sobre qualquer pessoa que você conhece. Até aquele seu amigo que parece ter uma vida perfeita, onde tudo sempre dá certo. É principalmente sobre este amigo que parece ter a vida que você sempre pediu a Deus. Pode apostar, até ele tem seus desafios, você é que não está próximo o suficiente para saber disso.

Como havia dito na abertura, este texto foi escrito pouco antes do nascimento da nossa filha, dia 13 de junho de 2013 (data do texto original, não do nascimento). Vou economizar nos detalhes, até porque faz tempo que tudo passou, e principalmente porque descobri que a dor dos outros sempre parece ser menor do que é a nossa própria dor. Quando alguns amigos passaram por situações semelhantes a algumas das quais passei, na época pensei que não poderiam estar sofrendo tanto quanto faziam parecer. Ao passar pelo mesmo, senti na pele e entendi que estando de fora, nunca temos as mesmas impressões de quem está vivendo a situação.

Somente para dar algum contexto, passamos por problemas de moradia entre a venda do apartamento antigo e a compra do novo, doença da minha esposa durante a gravidez, problemas na reforma do apartamento, e mais algumas coisas que nem valem a pena relatar aqui.

Meu avô dizia uma frase que hoje eu compreendo em toda sua profundidade: “se quiser desejar o mal a alguém, deseje que faça uma reforma.” Eu hoje entendo esta frase em todas suas sutilezas.

Naturalmente não poderia passar por estes abacaxis sem que o lado profissional fosse afetado. Apesar de não ter ocorrido nada grave, o volume de negócios caiu muito neste último ano. Quando trabalhamos com algo que depende de nossa disponibilidade em atender clientes e nos dedicarmos a buscar novos negócios, direcionar esta dedicação a “apagar incêndios” não é a melhor receita para manter boas vendas. Devido ao planejamento prévio, ao menos isso não era um problema. Só posso dizer que minha reforma custou mais do dobro do que efetivamente paguei, porque custou o que paguei, mais o que deixei de ganhar neste período.

Cada uma dessas “coisinhas” não teriam tanto peso se viessem sozinhas, mas quando ocorrem todas ao mesmo tempo, em plena “crise dos 40″, junto de um burn-out consequência de uma série de decisões e do estilo de vida que vínhamos levando nos últimos três anos, cada gotinha está na iminência de se tornar àquela que transbordará o copo.

Não citei, por exemplo, os dois meses que moramos sem pia na cozinha, sem tanque, com nossas coisas empilhadas em um quarto e sala enquanto nossa cama ficava em um quarto tão pequeno que não tinha espaço para fechar a porta com a cama dentro, em um apartamento alugado pelo dobro do que cobravam os vizinhos no prédio por conta de termos alugado sem precisar fazer contrato de longo prazo. Essa é uma daquelas dores que citei acima, que só sente quem vive a situação. E até a isso, depois de um tempo, dá para acostumar :-)

Neste Natal, tínhamos o plano de comemorar com a família da minha esposa, em Farroupilha, na casa nova que meu cunhado comprou este ano, da mesma maneira que fizemos quando compramos o nosso primeiro apartamento. A mudança e reforma no caso dele aconteceram nos prazos e sem problemas. Infelizmente problemas de saúde na família nublaram este plano, então quem sabe conseguimos fazer isso no ano que vem.

Como escrevi antes, este não é um relato triste ou trágico. É uma lembrança presente e vívida, mas a maior parte das coisas relatadas já passou, superamos. Outras ainda estão sendo ajeitadas. Algumas já se tornaram “lenda familiar”, histórias que vamos contar aos nossos netos. Lembranças que na época foram duras, mas que quando as contarmos serão apenas histórias de vida.

Estas histórias que vivemos servem para lembrar que por piores que as coisas possam parecer na hora em que as estamos vivendo, por pior que esteja nossa situação em determinado momento, tudo que tenta nos derrubar são apenas degraus que precisamos subir para nosso crescimento pessoal. Os muros que surgem no nosso caminho servem apenas para testar o quanto realmente queremos seguir adiante, escalando-os ou dando a volta pelo caminho mais longo que os contornam. Todo desafio é semente para nossa superação.

Estou aqui, de pé, pronto para os desafios que surgem diariamente nesta nova etapa de vida, com a família aumentada. A parte boa de chegar a um “fundo do poço” físico e emocional é que daqui para frente o único destino é para cima.

Sejam bem vindos, dias de sol!

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Colinho de pai

Ser pai é entrar em uma espécie de Clube Secreto, daqueles somente para os iniciados em suas artes e segredos.

Depois de ser pai, o ato dos amigos em publicar fotos com seus filhos nas redes sociais, aparentemente sempre as mesmas fotos, passa a fazer todo sentido. O sorriso de um bebê recém-nascido é sempre uma alegria imensa. Não importa se é o primeiro sorriso ou o sorriso número 8738. Todo sorriso é único, especial, e relacionado a um momento particular entre pai e bebê. Por tudo isso, merece uma foto. E a alegria é tão grande, que precisa ser compartilhada.

Eu sempre gostei de ver as fotos dos momentos de felicidade dos meus amigos com os filhos, não importando o quão repetitivas fossem. Só que agora a compreensão se dá em um nível muito mais profundo. Agora, faço parte deste Clube!

 

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