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	<title>Fabrício Stefani Peruzzo &#187; Reflexões</title>
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	<description>Rascunhos do cérebro para manter a sanidade. Um pouco melhor a cada dia, com paz e tranquilidade.</description>
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		<title>Como sou bonzinho&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 18:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Vida profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje recebi um email perguntando porque eu ajudava as pessoas sem receber nada em troca. Minha vontade era de responder que ajudo porque sou bonzinho, mas não seria a resposta mais completa para a questão. Então resolvi escrever um pouco mais sobre esse assunto. Não lembro onde li ou quem me falou a seguinte frase: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Hoje recebi um email perguntando porque eu ajudava as pessoas sem receber nada em troca. Minha vontade era de responder que ajudo porque sou bonzinho, mas não seria a resposta mais completa para a questão. Então resolvi escrever um pouco mais sobre esse assunto.</p>
<p>Não lembro onde li ou quem me falou a seguinte frase:</p>
<p>&#8220;Se os malandros soubessem como é mais lucrativo ser honesto, seriam honestos nem que fosse por simples malandragem.&#8221;</p>
<p>Tem outra frase que gosto muito, também sem fonte ou referência, desta vez por preguiça de procurar:</p>
<p>&#8220;Ajude as pessoas a resolver os problemas que possuem e você nunca terá problemas em ganhar dinheiro.&#8221;</p>
<p>O email que recebi perguntando porque ajudava as pessoas sem receber nada em troca tratava especificamente do investimento em imóveis através dos consórcios, minha especialidade e assunto sobre o qual escrevi uma quantidade imensa de textos. Sobre este assunto, a resposta poderia ser simples: &#8220;recebo comissão quando vendo cartas novas de consórcio, o restante do meu serviço é feito gratuitamente para fidelizar os clientes&#8221;. Só que a resposta real não é simples assim, pois quando comecei, lá em 2003, com o primeiro texto que escrevi explicando como estava investindo meu dinheiro através dos consórcios imobiliários, não possuía a Megacombo nem ganhava um tostão pelas indicações que eventualmente fazia para quem vendia as cartas de consórcio.</p>
<p>Escrevi o texto original explicando este investimento simplesmente para me ajudar a entender melhor como eu próprio estava investindo e, mais que isso, para que o processo de escrita me ajudasse a pensar em maneiras de otimizar este investimento e localizar eventuais pontos fracos. Divulgar o texto no site que mantinha para meus estudos sobre investimento ajudaria outras pessoas, isto era um bônus. Já tinha o texto pronto para meu próprio uso, ajudar outras pessoas com tal texto não me custava nada, e na minha opinião sincera, geraria boas vibrações.</p>
<p>Quantas vezes já havia lido textos que me ajudaram a crescer sem precisar quebrar a cara por conta própria para aprender determinadas lições? Muitas. Era bom estar agora do outro lado da equação, um texto que eu havia escrito iria ajudar outras pessoas a investir de maneira melhor, mais lucrativa e mais segura. Então, se na época não ganhava nada financeiramente ajudando as pessoas a conhecer esta nova maneira de investir que havia descoberto, ganhava o bem estar de saber que um texto meu, algo que eu mesmo havia produzido, estava ajudando outras pessoas. Desculpa se sou redundante nesta questão, mas o benefício é tão óbvio, e ao mesmo tempo tão obscuro para quem nunca se sentiu recompensado por algo que fez sem buscar recompensa, que faço questão de deixar claro: &#8220;não há coisa melhor do que o sentimento de valor próprio, e não há forma mais simples de obter este sentimento de valor próprio do que ajudando outras pessoas&#8221;. Então, de certa forma, podemos dizer que todo ato de ajudar os outros com desprendimento pessoal, é na verdade, um pequeno ato de busca de reconhecimento. Mesmo quando ajudamos de forma anônima isto é verdadeiro, porque o sentimento de valor pessoal somente pode ser sentido por nós mesmos, de dentro para fora, ou seja, não importa os outros saberem ou não o que fizemos: nós sabemos.</p>
<p>O mais engraçado de tudo isso é como a vida dá voltas, e algo que fazemos sem nenhuma segunda intenção, com a simples vontade de aprender algo (no meu caso naquela época, a compreender melhor os assuntos que estudava e a aprender a escrever textos melhores), pode voltar para nós de maneiras completamente inesperadas. No meu caso, a explicação de como estava investindo voltou para mim na forma de inúmeras pessoas querendo fazer o mesmo e me perguntando se os podia ajudar. Além disso, fiz vários novos amigos interessados nos assuntos que discutia no artigo, no caso, investimentos em geral e investimento em imóveis de maneira mais específica.</p>
<p>Deste início inusitado para hoje, foram quase dez anos em que saí de um aprendiz para um mestre no assunto, ajudando centenas de pessoas a lucrar e realizar seus sonhos. A cada novo amigo que ajudava, mais realizado me sentia. E assim, ajudando e recebendo de volta as boas vibrações de cada uma destas pessoas maravilhosas, acabei montando minha própria empresa para representar a administradora de consórcios que me atendia e continua me atendendo, a Rodobens. Vendi minha parte na empresa de internet que possuía e acabei me dedicando em tempo integral a ajudar as pessoas a investir utilizando os consórcios imobiliários como alavanca. Fiz isso justamente na época em que havia atingido a independência financeira, quando teoricamente poderia deixar de trabalhar, mas sou inquieto demais para ficar de papo pro ar, sempre busco algo útil e prático para fazer. Ajudar as pessoas, sentir o prazer da auto-realização e ainda receber para fazer isso, estava completa a fórmula da felicidade.</p>
<p>Então faço o que faço porque sou bonzinho com os outros. E sendo bonzinho com o mundo, o mundo simplesmente retorna sendo bonzinho comigo. Esta é a fórmula do sucesso e da felicidade que encontrei para minha vida. Se precisar de ajuda para encontrar a fórmula que funcione para você, vai ser um prazer conversar a respeito.</p>
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		<title>Quanto custa uma furadeira?</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 18:03:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Vida pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente mudamos de um apartamento de 162 m² para outro de apenas 49 m². A mudança é temporária, apenas enquanto não compramos um novo apartamento, menor do que o que tínhamos, mas maior do que estamos neste momento. O importante é que a adaptação ao novo espaço é real, e vindo do espaço que tínhamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><a title="Drill by NVinacco, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/nvinacco/4725385380/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1161/4725385380_15ac490aa1.jpg" alt="Drill" width="500" height="311" /></a></p>
<p>Recentemente mudamos de um apartamento de 162 m² para outro de apenas 49 m². A mudança é temporária, apenas enquanto não compramos um novo apartamento, menor do que o que tínhamos, mas maior do que estamos neste momento. O importante é que a adaptação ao novo espaço é real, e vindo do espaço que tínhamos antes, um pouco complicada. Pelo menos durante os dois meses previstos morando neste pequeno apartamento, uma série de coisas que tinhamos como certas deixaram de existir. Como iremos ficar aqui apenas neste período de transição, não temos acesso à maioria das nossas coisas, tudo está encaixotado e empilhado em um dos quartos (o maior), enquanto nossa cama ocupa o quarto menor. A sala está mais ou menos arrumada, apesar das caixas empilhadas em um canto, mas devidamente disfarçadas com uma cortina que as cobrem.</p>
<p>Apesar de alguns probleminhas de adaptação principalmente devido à pressa com que fizemos a mudança, a situação não está tão ruim assim. A falta de uma pia na cozinha incomoda um pouco, mas nos viramos bem lavando a louça no tanque, que só é usado para isso, já que temos a máquina de lavar roupa já instalada. Uma vantagem de não ter pia na cozinha é justamente não deixarmos louça suja acumulando. Estamos muito mais ágeis no ato de usar copos, pratos e talheres e lavar tudo logo a seguir. Só para explicar, estamos sem pia na cozinha porque pegamos este apartamento na urgência, sem dar tempo do proprietário preparar tudo adequadamente. O marceneiro está fazendo o balcão e tudo ficará ótimo, mas quando isso acontecer já não estaremos aqui. Também estamos sem fogão. O novo prédio é mais moderno, usa gás natural encanado, então é necessário adaptar o fogão para o novo sistema. A companhia de gás faz isso sem custos, mas as visitas são marcadas apenas para as sextas-feiras, e estaremos viajando nas próximas três sextas-feiras. Resultado, só conseguiremos fazer a conversão três semanas antes de sairmos daqui, quando então teremos que desfazer tudo, desta vez com algum custo.</p>
<p>Com mais um dormitório e alguns móveis adaptados ao nosso estilo de vida provavelmente viveríamos com conforto, mesmo em um espaço relativamente pequeno. Devido ao fato de tanto eu quanto minha esposa trabalharmos em casa, precisamos de um pouco mais de espaço do que a média das famílias. Precisamos ao menos de um quarto extra para um escritório compartilhado entre nós. E foi então que me veio o estalo, talvez comparando com as residências norte-americanas que vimos durante toda nossa viagem aos USA alguns meses atrás e com as dezenas de <em>garage sales</em> que presenciamos nestes rápidos três meses que passamos por lá. As casas lá eram imensas. E as garagens, quando as víamos abertas, entulhadas até o teto.</p>
<p>Uma furadeira custa muito caro! Um serrote, mais caro ainda. Caixas de ferramentas idem. Não, não é que estes objetos em sí custem muito caro, mas sim o fato de possuir os mesmos. Ter uma furadeira que usaremos, sei lá, vinte vezes ao longo de uma vida, implica em ter espaço para guardá-la durante toda essa vida. Claro que é caro chamar um técnico toda vez que desejamos prender algo na parede, mas certamente é muito mais barato que precisar comprar um apartamento maior apenas para guardar as tralhas que usaremos muito pouco para justificar sua propriedade. Só que o cálculo que fazemos é simplório, pensamos em quanto custa uma furadeira simplesmente olhando o preço dela na loja. E aí, claro que é muito mais barata do que o custo de chamar alguém para fazer uma instalação simples em nossa casa. Objetos como esse são produzidos em massa, custam quase nada hoje em dia. Pessoas e seu tempo para nos atender por outro lado, custam caro. E então, pensando desta maneira, vamos até a loja e compramos a furadeira. E agora, precisamos de um apartamento maior para ter lugar para guarda-la.</p>
<p>Faça um levantamento rápido de tudo que você tem em casa que não foi usado nos últimos seis meses. Pode apostar que muitas coisas estarão nesta lista, inclusive sua furadeira. Meu exercício nos próximos meses será o de simplificação. Pode ser que isso seja reflexo de eu estar lendo muitos textos sobre minimalismo ultimamente, ou pode ser devido ao fato de ter morado três meses em quartos de hotéis enquanto viajávamos pelos USA, mas a questão é que a quantidade de coisas que carrego ao longo da vida tem, cada dia mais, me incomodado bastante. Ainda há muitas pequenas coisas que possuem valor sentimental, e destas não pretendo me desfazer, mas das que são apenas tralhas, coisas que guardo pensando que &#8220;um dia posso precisar&#8221;, destas pretendo ir aos poucos me desfazendo.</p>
<p>Ênfase nas pessoas, não nas coisas. Mais experiências de vida, menos tralhas para carregar. Pode ser só a crise dos 40 chegando mais cedo, conto mais a medida em que as coisas se desenvolverem.</p>
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		<title>Temos todos que usar óculos</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 06:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[A internet nos trouxe muita coisa boa. Devo a ela todos os meus negócios dos últimos anos, foi com ela que comecei ao abrir minha primeira empresa de acesso discado à rede e é com ela que explico o investimento em imóveis e em consórcios e ajudo cada vez mais pessoas a investir junto aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>A internet nos trouxe muita coisa boa. Devo a ela todos os meus negócios dos últimos anos, foi com ela que comecei ao abrir minha primeira empresa de acesso discado à rede e é com ela que explico o investimento em imóveis e em consórcios e ajudo cada vez mais pessoas a investir junto aos meus empreendimentos. </p>
<p>Outra coisa interessante que a internet proporcionou, é o acesso fácil a uma vitrine fantástica. Hoje, qualquer pessoa pode ter sua própria editora jornalística, sua estação de rádio, sua emissora de TV. Claro que não a versão anterior que estamos acostumados, mas a versão online de cada uma dessas formas de mídia. Só que ao mesmo tempo em que isso é fantástico, pois permite a quem antes não teria voz poder se manifestar, também gera certos problemas enquanto nos adaptamos às mudanças que estas facilidades implicam.</p>
<p>Pessoas sem qualquer conhecimento distribuem suas opiniões livremente com toda a facilidade. Antigamente não teriam acesso à palavra. Se por um lado isso é bom no caso das informações corretas, no caso das erradas é uma tragédia. </p>
<p>Quem lê, em sua maioria, ainda está em um período de transição. Muitas pessoas não sabem das facilidades de publicação na internet. Assumem que quem escreve, independente de sua formação ou conhecimento prático, tem valor e conhecimento real. Tomam meras opiniões baseadas em achismos, como verdade absoluta, afinal, está lá, escrito, na internet.</p>
<p>Ao ler, ouvir, ver, devemos sempre nos lembrar de perguntar aquelas questões básicas: quem é o autor? O que ele sabe realmente sobre o assunto que está tratando? Tem experiência prática, teórica ou nenhuma das duas?</p>
<p>Antes de aceitar qualquer opinião como verdadeira, temos que pôr nossos óculos de internet e ativar o cérebro. Esquecendo disto, corremos o sério risco de comprar gato por lebre.</p>
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		<title>Hoje eu decido viver bem</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 06:03:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Vida pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje eu decido viver bem, link para o vídeo no YouTube. Ontem entramos na primavera. Foi um dia cinza aqui em Porto Alegre. Perdi uma prima, 40 anos, vítima de um câncer descoberto há dois meses. Ainda não me caiu direito a ficha, foi tudo muito rápido, estava viajando quando foi dado o diagnóstico. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><iframe width="519" height="264" src="http://www.youtube.com/embed/wJ8qdc09XNk?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=wJ8qdc09XNk" target="_blank">Hoje eu decido viver bem</a>, link para o vídeo no YouTube.</p>
<p>Ontem entramos na primavera. Foi um dia cinza aqui em Porto Alegre. Perdi uma prima, 40 anos, vítima de um câncer descoberto há dois meses. Ainda não me caiu direito a ficha, foi tudo muito rápido, estava viajando quando foi dado o diagnóstico.</p>
<p>Não tinha contato frequente com esta prima. A última vez que nos vimos fazia quase um ano, no aniversário do nosso tio. O laço de sangue familiar e uma infância e adolescência cheias de histórias juntos nos mantinha ligados, com aquele carinho que não acaba mesmo ficando muito tempo sem nos ver.</p>
<p>Há três anos minha esposa perdeu o irmão, 29 anos, recém formado em educação física, também para um câncer descoberto poucos meses antes.</p>
<p>Entre uma perda e outra, um amigo liga para dar a triste notícia do falecimento do filho, atropelado por um ônibus.</p>
<p>O que há em comum nestas três histórias tristes é que vemos quebrado o ciclo natural da vida. O que temos como normal é nascer, crescer, envelhecer e morrer. A quebra desta ordem natural das coisas nos deixa sem chão, não faz sentido.</p>
<p>Não faz sentido, mas pode acontecer a qualquer momento. E então nos damos conta de como é tênue nossa permanência no planeta. Dependemos das nossas escolhas, mas também de infinitos fatores sobre os quais não temos nenhum controle.</p>
<p>Por tudo isso, hoje eu decido viver bem. Decido ser feliz, de dentro para fora. Se alguém mal humorado me destratar na rua, é com ele que o mau humor está. Se me cortarem no trânsito, lamentarei que tenham pressa e não tenham saído mais cedo, mas não ficarei irritado. As más atitudes dos outros não devem afetar o meu humor. Depende apenas de mim escolher como passarei o dia.</p>
<p>Não temos controle sobre tudo, mas sobre o que temos controle, só depende de nós decidir. Então hoje, amanhã e nos próximos dias, eu decido viver bem. E quando eventualmente acordar mal, chateado ou com algum problema, vou me lembrar destas palavras e ficarei bem. Pois pelo menos isso eu sei que posso controlar em minha vida.</p>
<p>Há um senso de urgência, um reloginho fazendo tique-taque, que não sabemos quando irá parar. Depende somente de nós o equilíbrio das peças que temos para viver o melhor que pudermos.</p>
<p>Hoje eu decido viver bem. E lhe desejo um ótimo dia e um futuro cheio de paz e tranquilidade.</p>
<p>Obrigado.</p>
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		<title>Sabático</title>
		<link>http://www.peruzzo.org/sabatico/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 17:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos de viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Este ano foi bastante movimentado. Ainda não acabou e sei que ainda terei alguns desafios pela frente, como a busca de um novo apartamento para morar nas próximas semanas, já que vendi o apartamento onde estou enquanto escrevo estas linhas, mas o que já passou foi aventura o bastante para uma vida inteira, ao comparar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Este ano foi bastante movimentado. Ainda não acabou e sei que ainda terei alguns desafios pela frente, como a busca de um novo apartamento para morar nas próximas semanas, já que vendi o apartamento onde estou enquanto escrevo estas linhas, mas o que já passou foi aventura o bastante para uma vida inteira, ao comparar com o esquema casa-trabalho-casa da maioria da população.</p>
<p>No último dia de agosto voltei dos Estados Unidos, onde passei os três meses anteriores em uma espécie de período sabático misturado com viagem de negócios e passeio de férias. Fui ao Silicon Valley para me infiltrar nos eventos de empreendedorismo e conhecer de perto os jogadores do mercado de capital de risco e investimentos em empresas de tecnologia. Fui para Reno visitar um grande amigo brasileiro radicado nos Estados Unidos que ganha dinheiro através de um site em português com publicidade de empresas internacionais. Fui a Vegas encontrar um amigo de Porto Alegre que estava lá a passeio e ficaria apenas uma semana, mas estendi para duas pois os shows estavam ótimos e o clima idem. Conheci o Grand Canyon e fiquei admirado com sua extensão. Descobri novas galerias e novos fotógrafos que abriram meus olhos para um mundo que ainda não conhecia. Atravessei um deserto em carro conversível e com esta mesma liberdade percorri as margens da costa oeste norte-americana, conhecendo um pouco de cada pequena praia ao longo do caminho. Nomes famosos de filmes e revistas se tornaram conhecidos pessoalmente. San Diego, Santa Barbara, San Simeon e o Hearst Castle, Monterey, Carmel e Santa Cruz, Half Moon Bay, todos marcados na retina. Los Angeles, que antes era composta apenas por Santa Monica, Hollywood e Beverly Hills, teve o bairro filipino e Chinatown acrescidas na lista. Museus e monumentos somaram mais alguma coisa, assim como os parques de diversões.</p>
<p>O planejamento desta viagem aos Estados Unidos previa seis meses por lá, mas coisas boas e não tão boas me impediram de realizar o que havia planejado. Do lado bom, uma <a href="http://www.peruzzo.org/made-in-japan/">viagem ao Japão</a> que apareceu sem aviso prévio. Viagem maravilhosa onde fiz muitos amigos. Vinte dias no Japão, coloque isso aí na minha lista deste 2011. Das coisas não tão boas, um problema de saúde na família, coisa já resolvida e melhorando, jogamos com as cartas que a vida vai nos dando.</p>
<p>Agora estou aqui, escrevendo um pouco antes de começar a olhar os apartamentos disponíveis para alugar em Porto Alegre. Tenho que encontrar logo um lugar para morar nos próximos meses ou anos, enquanto planejo o futuro e realizo partes do que foi planejado.</p>
<p>Voltei, estou presente e agindo localmente. Ao mesmo tempo, me sinto como o Frodo Bolseiro no final de O Senhor dos Anéis *Spoiler* (Dá para se ter spoilers de um livro que tem quase 60 anos?) Estou de volta em casa, mas sinto como se tudo houvesse mudado. Será que algum dia poderei sossegar novamente? Acho que não.</p>
<p>Final de outubro parto para Cancun e Miami, mais um prêmio da Rodobens por um ano de esforço e dedicação em ajudar mais pessoas a realizar o sonho dos investimentos imobiliários ou da casa própria. De lá, New York e Manhattan serão a próxima parada. Quanto mais conheço o mundo, mais descubro que ainda há muito para conhecer.</p>
<p>Se minha experiência pessoal permite um conselho, deixo este: viaje. Viaje bastante e por longo tempo. Saia de sua zona de conforto, conheça lugares diferentes do que vocês vive, com pessoas diferentes, culturas diferentes, hábitos diferentes. Vista o calçado destas novas realidades, examinando como é a vida que eles levam e o porquê de suas escolhas serem diferentes das que nós mesmos fazemos. As decisões que tomamos são resultado de nosso conhecimento e de nossas crenças. Somente conhecendo outras crenças e aceitando-as como possíveis verdades diferentes das nossas verdades internalizadas ao longo de anos de vida e convivência com nosso meio é que poderemos compreender que há muitas verdades. E que o tipo de verdade a que nos apegamos pode nos levar a lugares mais altos ou limitar nosso crescimento.</p>
<p>Como você vê o mundo? Com muitos olhos ou através de viseiras estreitas?</p>
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		<title>Sobre propriedade e necessidades</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 21:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava pensando em vender meu iPad (se alguém se interessar, é um impecável iPad 2 branco, 64Gb 3G com três meses de uso enquanto estava nos USA. R$ 2000 (R$ 600 a menos do que um novo aqui, mais barato se levar em conta os acessórios que vão junto)). O motivo para isso não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Estava pensando em vender meu iPad (se alguém se interessar, é um impecável iPad 2 branco, 64Gb 3G com três meses de uso enquanto estava nos USA. R$ 2000 (R$ 600 a menos do que um novo aqui, mais barato se levar em conta os acessórios que vão junto)). O motivo para isso não é que ele seja um dispositivo ruim, muito pelo contrário, o problema é ele ser <a href="http://www.peruzzo.org/por-que-vou-vender-meu-ipad/">bom demais</a>. Com esta venda, abrirei mão de uma série de programas que comprei ao longo do tempo em que usei tanto este iPad 2, quanto o iPad original que possuía antes. São programas de edição de texto, programas de música, programas para organizar e manipular fotografias, programas para acesso remoto aos meus servidores. Todos programas simples, relativamente baratos individualmente, acho que o mais caro deve ter custado uns US$ 25, mas de valor final considerável quando vistos em conjunto.</p>
<p>O que me encucou neste processo de decisão foi justamente o fato deste valor investido no conjunto de aplicativos ter passado quase desapercebido. E que depois de analisado, tratei tais valores simplesmente como um custo específico e pontual para realizar determinadas tarefas (em alguns casos nem isso, apenas tinha o programa disponível caso fosse necessário), e não como um custo de aquisição de uma propriedade ou de um bem.</p>
<p>Sendo assim, porque é tão difícil nos livrarmos de certas coisas materiais que já cumpriram suas funções em nossas vidas? Porque é mais difícil abandonar um computador velho, que já não atende mais às nossas necessidades atuais? Porque perder tempo tentando vender tais objetos, quando o valor que podemos extrair deles é menor do que o custo em tempo necessário para compensar esta tentativa de venda? Existe alguém que poderia se beneficiar de uma doação, com esta doação tomando menos tempo do que levaríamos tentando vender? Claro que aqui não estou falando do iPad, que serviu a uma função e períodos específicos, mas ainda possui um alto valor de mercado que compense o tempo tentando vendê-lo.</p>
<p>O mais engraçado é que pensar este tipo de assunto, pensando agora no assunto, me leva a pensar que o problema de tanto acúmulo pode não ser o apego a estes objetos ou a vontade de recuperar pelo menos parte do que custaram originalmente. O problema pode estar mais profundo, escondido dentro de nós.</p>
<p>Por quê, em primeira instância, compramos tais objetos? Realmente precisávamos deles ou foi uma aquisição levada por simples consumismo ou vaidade? Ficando ainda no exemplo do computador velho, será que ele não atende mesmo as necessidades atuais, ou será que criamos novas necessidades para justificar a troca do computador que já possuímos? Estou escrevendo este texto originalmente em um caderno, com uma caneta! Preciso de um computador de última geração para transpor tais linhas rabiscadas para um site na internet?</p>
<p>E assim vai a mente, encadeando questionamentos existenciais em uma manhã de sábado que começou mais cedo que deveria. O motivo? Comi demais na noite anterior (jantar maravilhoso preparado pelo Tiago). Li há algum tempo que não devemos reclamar de ter comido demais. Perdi o link para a referência original a esta idéia. E antes que continue aqui, encadeando uma terceira linha de idéias, concluo com duas perguntas:</p>
<p>Em quê as propriedades digitais são diferentes dos objetos físicos, para abandonarmos com mais facilidade os primeiros? Bônus se você consegue se desapegar de objetos físicos e puder pôr em palavras o processo mental que lhe dá tal liberdade.</p>
<p>Porquê adquirimos tantas coisas que sabemos que não terão mais que um uso eventual e muito limitado? Como evitar a criação de &#8220;necessidades&#8221; de tais aquisições?</p>
<p>Já tenho meus rabiscos de resposta para ambas as perguntas, mas vou esperar pelos comentários antes de formular melhor tais idéias.</p>
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		<title>Por que vou vender meu iPad?</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 22:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto estava morando nos Estados Unidos ao longo dos últimos meses, me deparei com um texto muito interessante do Peter Bregman em que ele explicava por que tinha devolvido o iPad pouco mais de uma semana depois de o ter comprado. O texto dele, em inglês, pode ser lido em &#8220;Por que devolvi meu iPad&#8220;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Enquanto estava morando nos Estados Unidos ao longo dos últimos meses, me deparei com um texto muito interessante do Peter Bregman em que ele explicava por que tinha devolvido o iPad pouco mais de uma semana depois de o ter comprado. O texto dele, em inglês, pode ser lido em &#8220;<a href="http://blogs.hbr.org/bregman/2010/06/why-i-returned-my-ipad.html" target="_blank">Por que devolvi meu iPad</a>&#8220;.</p>
<p>A seguir descrevo meus motivos para pensar em vender o iPad. Muitos, são exatamente os mesmos que o Peter cita no texto dele, então se você leu o texto original, não estranhe as semelhanças. Sobre a originalidade das idéias, o texto do Peter é de junho deste ano, e eu já havia discutido este assunto com um amigo ainda em dezembro do ano passado, quando efetivamente vendi meu iPad original. O iPad que vou vender agora é um iPad 2, comprado para uso exclusivo enquanto morava nos Estados Unidos e precisava de uma conexão 3G sem plano de dois anos.</p>
<p>O principal motivo que me leva a pensar em vender o iPad 2 e em ter efetivamente vendido o iPad original que possuía não é um problema específico do equipamento. O principal problema é comigo. Eu carrego o iPad para tudo que é lugar. Faço isso dentro de casa e praticamente sempre que saio e imagino que possa haver algum motivo para usa-lo. Ele é pequeno, fino e leve, se estou com uma bolsa ou mochila para levar outras coisas que precise quando saio, ele está lá também.</p>
<p>Eu leio e respondo meus emails. Mesmo o teclado virtual na tela é bom o bastante para responder emails não tão longos. Eu escrevo alguns artigos diretamente nele, entre escrever no iPad e escrever no iPhone, não há comparação. As vezes penso em escrever apenas uma idéia, mas os pensamentos vão fluindo e quando vejo tenho um texto inteiro praticamente pronto. Eu leio as notícias, eu leio sites e blogs, eu tuito e acompanho o que meus amigos fazem no Facebook. E eu mostro o iPad para todo mundo que demonstre interesse. Mostro com orgulho, como se possuí-lo me colocasse em um time de vencedores. Não sei porque. Não o criei, apenas sou mais um dos milhões de usuários.</p>
<p>O problema do iPad é que ele é simplesmente muito bom. Ele é fácil, acessível. Muito fácil e muito acessível. Quando acordo, vou para a sala, sento na minha poltrona confortável e fico recebendo os raios de sol da manhã, para acordar bem. Enquanto isso, vejo as primeiras notícias do dia, o que aconteceu no twitter durante a noite, as últimas atualizações dos meus amigos no Facebook, suas fotos, o que leram e indicaram a leitura, centenas de novos artigos nos blogs que acompanho os RSS, meus emails (só leitura, para responder depois). E quando vejo, são 11h da manhã e ainda não fiz nada de produtivo, apenas li, reli, bisbilhotei, mas não escrevi, não respondi emails, não produzi.</p>
<p>Quando penso em fazer algo mais produtivo, sempre tem alguma coisa nova aparecendo em um dos diversos aplicativos do iPad. E quando não tem nada em nenhum deles, tem o processo de carregar cada um novamente, em rotação, para ver se alguma novidade surge de repente. E tem os vídeos, não vamos esquecer dos vídeos. Sejam os que coloquei no iPad para ver depois (e olha a oportunidade justamente neste momento), seja através do Youtube.</p>
<p>E o problema não termina na manhã. Alguma hora eu largo o iPad e o dia passa a ser produtivo. Quando entro neste fluxo de produção, é uma tarefa atrás da outra. Quando saio de casa e estou errante, emails são respondidos na fila do banco, cotações são verificadas enquanto aguardo minha consulta no oculista, um audiolivro é escutado ou alguns capítulos de um livro lidos enquanto tomo um café na padaria próxima do escritório. À noite, sempre dá para mais uma espiadinha no twitter antes de dormir, ou assistir um episódio de algum seriado já na cama. E quando vejo, lá se vão 2h da madrugada. Depois de algumas horas, estou entretido e cansado, mas estou melhor? Não seria melhor dormir sete horas em vez de cinco?</p>
<p>O fantástico do iPad é que ele é um dispositivo para toda hora, todo lugar. No ônibus, aguardando o elevador, no carro quando não estamos dirigindo ou aguardando o sinal abrir. Todo momento é uma oportunidade de usar o iPad. O iPhone pode fazer mais ou menos o mesmo, mas quem deseja assistir um filme na cama na telinha de um iPhone?</p>
<p>Então porque isto é um problema? Parece que sou superprodutivo. Cada minuto extra estou ou produzindo, ou consumindo informações. E aqui entra a parte que o Peter trouxe a tona em seu artigo e que não tinha me dado conta antes. Há uma coisa muito importante que estava perdendo com o uso do iPad. Algo crítico e valiosíssimo.</p>
<p>Tédio.</p>
<p>Daqui em diante, basicamente traduzo o texto do Peter Bregman, apesar de só traduzir o que funciona da mesma maneira para mim, usando meus exemplos pessoais.</p>
<p>Ficar entediado é algo precioso, um estado mental que devemos perseguir. Uma vez que estejamos entediados, nossa mente começa a viajar, procurando por algo excitante, algo interessante para focar. E é aí que a criatividade aparece. Minhas melhores idéias vem quando estou sem fazer nada. Quando estou caminhando pela rua, mas não estou ouvindo música no meu iPod. Quando estou esperando por alguém. Quando estou deitado na cama aguardando o sono chegar. Estes momentos &#8220;perdidos&#8221;, momentos sem nada específico sendo feito, são vitais.</p>
<p>Eles são os momentos em que nós, inconscientemente, organizamos nossas mentes, fazemos sentido de nossas vidas e conectamos os pontos. Estes são os momentos em que falamos com nós mesmos. E nos escutamos.</p>
<p>Perder estes momentos, substituí-los por tarefas e eficiência, é um erro. O pior é que não apenas os perdemos. Nós ativamente os jogamos fora.</p>
<p>&#8220;Este não é um problema do iPad&#8221;, os amigos dizem. &#8220;É um problema contigo. Simplesmente não o use tanto.&#8221;</p>
<p>É isso. O problema é comigo mesmo. Eu não consigo não usá-lo se ele está alí, disponível. E infelizmente, ele está sempre ali. Então eu o vendo. Problema resolvido.</p>
<p>O bom de ter passado por isso é que o iPad me ensinou o valor do tédio. Claro que já tinha lido isso e me identificado com muitas das idéias do livro &#8220;O Ócio Criativo&#8221;, do Domenico de Masi. Por mais que a leitura tenha sido boa, a experiência prática sempre nos marca mais forte. E agora estou mais consciente em usar estes momentos extras, o tempo entre as coisas, o tempo da caminhada, do ônibus e da espera, para deixar minha mente viajar. Viajar e criar.</p>
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		<title>A disponibilidade é uma moeda que paga excelentes dividendos</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 17:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Vida pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Vida profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, enquanto passeava pelo El Camino Real aqui em Mountain View, cruzei com a Lamborghini aí da foto. Gosto de carros esportivos e quando tenho a chance, gosto de fotografá-los. Esta foto só foi possível porque estava com minha máquina fotográfica, claro, mas o que as pessoas que veem esta foto não sabem é da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><img class="alignnone size-large wp-image-797" title="Lamborghini" src="http://www.peruzzo.org/wp-content/uploads/2011/08/DSC_5047-500x331.jpg" alt="" width="500" height="331" />Ontem, enquanto passeava pelo El Camino Real aqui em Mountain View, cruzei com a Lamborghini aí da foto. Gosto de carros esportivos e quando tenho a chance, gosto de fotografá-los. Esta foto só foi possível porque estava com minha máquina fotográfica, claro, mas o que as pessoas que veem esta foto não sabem é da conversa que aconteceu um pouco antes de sairmos (minha esposa e eu):</p>
<p>- Para que a máquina? Só vamos caminhar até o mercado &#8211; Pergunta minha esposa.<br />
-  Nunca se sabe que oportunidades surgirão. E quero brincar com minha lente nova &#8211; respondi.</p>
<p>Conscientemente escolhi carregar um peso aparentemente desnecessário para ir até o supermercado, pois queria ter a disponibilidade da máquina para qualquer oportunidade fotográfica. Tirei outras fotos no passeio, de um fusca conversível amarelo e de outras coisinhas quaisquer, mas o importante é que não levei simplesmente a máquina para passear pendurada a tiracolo (nota *1), levei a máquina sem a tampa da lente, ligada, pronta para fotografar sem perda de tempo. Ela estava completamente disponível para a função.</p>
<p>Sobre disponibilidade ainda, depois de fotografar a Lamborghini me dei por satisfeito com o passeio da tarde. Desliguei a máquina, virei o para-sol para dentro, coloquei a tampa na lente. Uma quadra depois vemos quatro carros de polícia trancando a rua, vários policiais, um carro batido sendo guinchado, o primeiro acidente que vimos na região, porque do jeito que as pessoas andam aqui, não sei como acidentes ainda podem acontecer. O fato é que acontecem, e como não estava com a máquina tão disponível quanto antes, você vai ter que ficar apenas com minha descrição da cena, já que não a fotografei <img src='http://www.peruzzo.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>Está sem vontade de sair?</h3>
<p>Voltando um pouco ao tópico do meu artigo anterior, <a href="http://www.peruzzo.org/como-arranjar-um-marido/" target="_blank">Como arranjar um bom marido</a>, para a vida social vale a mesma regra. Você só terá a chance de encontrar uma pessoa legal para compartilhar a vida, se estiver disponível nos locais onde tenha maiores chances de cruzar com pessoas legais. Ficar em casa não fará um Príncipe Encantado se materializar no meio da sua sala. Então, mãos à obra, disponibilize-se.</p>
<h3>E nos negócios e empreendedorismo?</h3>
<p>Tem aquele ditado que diz: &#8220;Quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro&#8221;. Acredito nisso. Trabalhar é importante, mas a escolha das atividades realizadas pode ser ainda mais importante no seu crescimento profissional. Fazer hora extra no serviço para dar conta de tarefas atrasadas, ou participar daquele evento onde você poderá fechar um excelente negócio, ou conhecer um futuro parceiro comercial? Se você não estiver disponível para atividades que o coloquem em contato com coisas diferentes do que seu dia a dia, como poderá mudar sua situação atual? Supondo, claro, que você deseje crescer na vida, não ficando somente no degrau em que já se encontra.</p>
<p>Quando receber aquele convite para um café, disponibilize-se. Vá, ouça, palpite, troque idéias. Eu recebo uma série de convites deste tipo, muitas vezes de jovens empreendedores que ficam admirados que eu, do alto da posição em que eles próprios me colocam, esteja disponível para um papo informal com &#8220;um guri que não tem nada para oferecer em troca&#8221;. Foi em um papo destes que conheci muitas pessoas interessantes, hoje amigos e parceiros de negócios.</p>
<p>Então deixo a questão: você está se tornando disponível, com regularidade e constância, para as coisas boas que podem acontecer em sua vida? Ou está em casa ou no trabalho, simplesmente afundado na rotina ou na preguiça? Aguardo seus comentários aqui no site.</p>
<p>Notas:</p>
<p>*1. Comprei uma faixa Black Rapid, fantástica para carregar uma máquina fotográfica grande com conforto e mantê-la sempre pronta para levantar e fotografar. A minha é a RS-4, mais simples, pois não tinha a RS-7 indicada a seguir quando a comprei. Todas são igualmente ótimas. Compre a sua na Amazon: <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B002WR7VSS/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;tag=fperuzzo-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=B002WR7VSS" target="_blank">Black Rapid Strap RS7 Black Fabric, Curved Ergonomic, with ConnectR-2 and FastenR-3</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=B002WR7VSS&amp;camp=217145&amp;creative=399369" border="0" alt="" width="1" height="1" /></p>
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		<title>Como arranjar um bom marido</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 03:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é para ser convencido, mas quando minha esposa conta algumas coisas da vida de casada para as amigas ainda solteiras, muitas vezes vem aquele suspiro de &#8220;como eu queria alguém assim, mas está tão difícil achar um homem legal para constituir família&#8221;. Como escrevi, não é para ser convencido, mas é que realmente o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Não é para ser convencido, mas quando minha esposa conta algumas coisas da vida de casada para as amigas ainda solteiras, muitas vezes vem aquele suspiro de &#8220;como eu queria alguém assim, mas está tão difícil achar um homem legal para constituir família&#8221;. Como escrevi, não é para ser convencido, mas é que realmente o mundo de hoje está carente de bons machos. Já há muito mais mulheres do que homens, e alguns ainda escolhem jogar no time contrário&#8230; Como já estou fora do mercado, vou dar algumas dicas para facilitar a vida da mulher em busca de um marido.</p>
<p>Já passei estas dicas para várias amigas, minhas e da minha esposa. Então hoje, quando tentava escrever sobre este assunto no Twitter, resolvi que era hora de escrever o artigo definitivo sobre como arranjar um marido decente. Porque vamos falar sério, no mundo de hoje está cada vez mais difícil de conseguir achar um bom partido, aquele cara legal, divertido, inteligente, culto, trabalhador, que já tenha saído da casa dos pais, que não seja um galinhão, etc. Sei disso porque a cada dia, mais e mais amigas reclamam da falta de bons homens no mercado. E com quase todos meus amigos já devidamente fisgados, para ajudar estas amigas e todas outras mulheres em busca do amor ideal, segue a receita básica.</p>
<h3>Como achar o homem certo.</h3>
<p>O primeiro passo é ir ao supermercado, mais especificamente, se você é do Rio Grande do Sul ou da capital de SP, ao <a href="http://www.peruzzo.org/zaffari/" target="_blank">Zaffari</a>. Se onde você mora não tem <a href="http://cochabamba2008.blogspot.com/2008/12/zaffri.html" target="_blank">Zaffari</a>, desculpa, mude para uma cidade legal antes de tentar arranjar um bom marido. Ou vá ao supermercado mais ajeitadinho da sua cidade, mas vá sabendo que não é a mesma coisa, <a href="http://www.peruzzo.org/filas-no-supermercado/" target="_blank">Zaffari</a>, é só o <a href="http://www.peruzzo.org/manifestando-riqueza/" target="_blank">Zaffari</a>. A escolha do supermercado é o primeiro filtro necessário para achar um futuro marido com todas as características desejadas. Denota bom gosto, inteligência e busca pelo melhor.</p>
<p>O segundo cuidado é o horário em que você vai ao supermercado. Tem que ser entre 18h30 e 20h. Fazendo isso você aumenta as chances de conhecer um rapaz trabalhador, sério, mas não bitolado, que sai do trabalho em um horário compatível com a futura vida de casado. Ao mesmo tempo, estar no supermercado neste horário garante que o pretendente futuro não é um galinhão nem botequeiro, afinal, se fosse, estaria no bar com os amigos. Evite as sextas-feiras, afinal, na véspera de fim de semana todo mundo pode dar uma folguinha no bom-mocismo.</p>
<p>Em terceiro lugar, defina exatamente o local onde você deve procurar seu homem no supermercado. É no setor de comida congelada. Ou nos pães e frios. O horário, o fato de estar no supermercado e de estar comprando comida, mesmo que congelada, denota que o mesmo mora sozinho, não é um daqueles bebezões que ainda moram com os pais. Nada pessoal contra quem ainda mora com os pais, mas um homem sério depois dos 25 anos já tem que saber cuidar da própria vida, principalmente se é para ser pretendente de uma amiga minha, então, está dada a dica. Se você é natureba, pode adaptar um pouco esta regra e variar entre o setor de congelados e o de frutas e verduras. Assim aumentam as chances de você encontrar um futuro pai para seus filhos que facilitará o processo de educação alimentar das crianças. E convenhamos, um homem que não come frutas e verduras ainda não está pronto para cuidar de uma família, já que nem de si mesmo está cuidando muito bem.</p>
<p>O cuidado com o visual, sem exageros, é um ponto a mais. Sapatos ou tênis em bom estado denotam o cuidado básico necessário. Escolha pelos pés, de acordo com seu gosto pessoal. Sapato, tênis de corrida, tênis mais discreto ou mais chamativo, All Star, sandália (existe homem que usa sandália?), chinelos ou alpargatas. A escolha do calçado define o perfil, escolha o que mais combina com o estilo de vida que você deseja. Lembre que seu futuro marido está saindo do trabalho, está vestido como passa a maior parte do dia.</p>
<h3>Como se preparar para a caçada.</h3>
<p>Com a primeira parte do trabalho definida, vamos à segunda parte, que é como você deve estar ao sair para seu safári. Porque não se engane, os homens que ainda estão livres no mercado são a caça, mas só se colocam na mira das caçadoras certas e mais preparadas. Um vestido, um sapatinho bonito ou uma sandália de salto não muito alto já contam bons pontos. Mostrar as pernas idem, então, nada de calças compridas. Minissaia também é bem vinda, mas vista-se de acordo com a estação, nada de apelar, que isso irá causar o resultado contrário ao esperado. Uma maquiagem leve denota cuidado pessoal. Os homens não notam estes detalhes de forma consciente, mas inconscientemente processam tudo, então maquiagem sim, mas não como fazem as atrizes mexicanas, por favor!</p>
<p>Claro que você pode deixar de lado tudo o que escrevi no parágrafo acima e se vestir como se veste sempre, afinal, você é o que você é, mas talvez você atraia o tipo errado de homem ideal. Depois não venha reclamar comigo. Apesar das dicas de local e horário ajudarem, nada impede que os tipos errados também estejam circulando no supermercado no mesmo momento.</p>
<h3>Como abordar seu homem.</h3>
<p>Pode estar certa de uma coisa. Se o cara está ali, sozinho e solteiro, com idade para casar, não é por opção na maioria das vezes. É por timidez. Se fosse um galinhão, não estaria ali, estaria no bar torpedeando para todo lado. Então, sabendo dessa timidez, cabe somente a você tomar a iniciativa. Desculpa, não disse que seria fácil, mas também não é muito difícil. Olhe para dentro do carrinho dele, escolha um ítem qualquer que esteja lá e pergunte: &#8220;Esta lasanha de quatro queijos é boa mesmo, ou esta é a primeira vez que tu compra desta marca?&#8221; A partir daí, basta estabelecer um diálogo sobre um ou outro produto extra que ele tenha no carrinho, sorrir bastante, agradecer e continuar suas compras. Dê um jeito de cruzar com ele novamente em outro corredor, passe por ele, mostre o produto que ele havia comprado, agora também no seu carrinho, sorria e não diga mais nada. Pode apostar, nesta noite ele irá sonhar com você. Agora basta repetir a dose nos dias seguintes, fazendo o mesmo com outros possíveis pretendentes, até o destino fazer você cruzar novamente com um homem com quem já havia conversado antes. Nesta hora é preciso boa memória, porque ele certamente lembrará de você e do produto que indicou a comprar. Você então diz oi, sorri, lembra da situação, ele ficará sem jeito, mas não se preocupe, é apenas a timidez, e então você fala como gostou do produto que ele havia indicado da vez anterior e pede se ele não tem nenhuma dica nova para lhe dar.</p>
<p>Neste segundo encontro, comente que você e uma amiga combinaram de sair uns dias depois e pergunte se ele não tem um amigo que quisesse ir também. Pode ser uma peça de teatro, um filme no cinema, um chopp ou uma pizza, não interessa, faça o convite, afinal, vocês já se conhecem de outro encontro no supermercado! Não dê tempo para ele pensar, abra sua bolsa, pegue um papel e anote seu nome e telefone (porque até então, ele nem sabia seu nome). Pergunte o nome dele e aguarde o telefone, que certamente virá. Como bônus, talvez você resolva também a procura de outra amiga.</p>
<p>E assim acabo, com a sensação de dever cumprido, sabendo que com este pequeno texto estarei ajudando homens e mulheres a formarem lindos casais e viverem felizes para sempre. Sejam muito felizes e povoem o mundo de crianças alegres.</p>
<p><strong>Atualização:</strong> parece que este texto está ficando famoso. Poucas horas depois de o ter publicado, já é o texto mais acessado do site. Deixa então eu aproveitar os minutos de fama e fazer uma propagandinha no final&#8230;</p>
<p>Meninas, caso as dicas acima não funcionem e você não encontre um príncipe encantado que já possua o próprio castelo, vale a pena conhecer a Megacombo e já <a href="http://www.megacombo.com.br/casa-propria-como-comprar/" target="_blank">planejar a compra da sua casa própria</a>. O mesmo vale para as que já encontraram seu príncipe, mas ambos ainda não tenham construído seu castelo.</p>
<p>E se você é um cara legal, que leu estas dicas só por curiosidade, e ainda não encontrou seu par perfeito, vai uma dica: <a href="http://www.megacombo.com.br/casa-propria-como-comprar/" target="_blank">ter sua própria casa</a> ajuda bastante a mostrar que você é responsável e pensa no futuro da família.</p>
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		<title>Quando você irá se aposentar?</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 15:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Stefani Peruzzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de publicar um novo texto no Moeda Corrente. Neste texto faço a pergunta do título: &#8220;Quando você irá se aposentar?&#8221; e comento um pouco sobre o fato de muitas pessoas passarem anos e anos contando aos outros dos sonhos que possuem, das coisas que gostariam de fazer, mas sem tomar as atitudes e ações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Acabo de publicar um novo texto no Moeda Corrente. Neste texto faço a pergunta do título: &#8220;Quando você irá se aposentar?&#8221; e comento um pouco sobre o fato de muitas pessoas passarem anos e anos contando aos outros dos sonhos que possuem, das coisas que gostariam de fazer, mas sem tomar as atitudes e ações que permitam levar estes sonhos adiante.</p>
<blockquote><p>Eu sonho em ter meu próprio negócio, mas não posso largar meu emprego para perseguir este objetivo, porque senão, não teria como manter o padrão de vida que já estou acostumado, teria que morar em uma casa menor, viajar menos, talvez vender o carro…</p>
<p>– Discurso de um “funcionário”.</p></blockquote>
<p>Leia o texto completo clicando em: <a href="http://www.moedacorrente.com.br/wp/arquivo/quando-voce-ira-se-aposentar/" target="_blank">Quando você irá se aposentar?</a></p>
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