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Confiança

Você pode confiar em mim?

Começo a escrever esta página para responder uma pergunta que não costumo ouvir regularmente, mas que a medida em que mais e mais pessoas passam a me conhecer e desejam investir não apenas da maneira como invisto, mas desejam investir junto comigo, está começando a se tornar um pouco mais frequente. No dia em que escrevo estas linhas, recebo tal indagação a cada dois ou três meses.

Escrevo esta resposta definitiva não apenas para facilitar minha vida ao responder mais rapidamente aos emails, mas para que você que lê isso tenha uma base para usar em relação a qualquer pessoa com quem deseja investir, trabalhar ou passar um tempo junto, bem como em relação a qualquer empresa com que você se relacione.

Partindo da premissa básica de contar o pecado, mas proteger o pecador, omito o nome de quem me escreveu e edito um pouco o email para não revelar detalhes. Um dos últimos emails que recebi com este questionamento dizia mais ou menos o seguinte:

… essa outra pergunta é mais delicada e eu não sei como fazê-la de forma a não ofendê-lo, mas tentarei:

Primeiramente, eu acredito na sua idoneidade. Acho que faz tanto tempo que “conversamos” por e-mail (e você já me ajudou anteriormente na venda de outra cota contemplada e com tantas outras dúvidas) que confiança não é o problema.

Lembra-se de quando falamos sobre dinheiro perdido? Então, sabe como eu “perdi” –editado, um grande valor–? Você deve se recordar da estória da Avestruz Master, não? Muito resumidamente, eu *acho* que foi uma espécie de boi gordo, mas com avestruzes. Foi nessa que o dinheiro sumiu. No começo, estava tudo bem e dando lucro. Depois de um tempo, “a casa caiu”. Nesse caso, eu também confiava no vendedor, mas ele era só um funcionário da empresa e acabou perdendo tanto quanto qualquer outro (essa parte da estória é mais longa e depois eu conto para você).

Logo, eu tenho certo receio em relação a negócios sobre os quais conheço pouco ou que eu não possa verificar por mim mesmo 🙁

Em um mundo cheio de golpistas, como separar o joio do trigo? Em uma internet onde qualquer um escreve o que quer, como separar os sérios dos pilantras? A seguir, minha resposta pessoal e algumas indicações…

Analise o discurso.

Não aceite tudo o que é escrito como verdade, faça o tema de casa, verifique se os números podem ser confirmados, se outras pessoas já fizeram algo parecido e que resultado elas obtiveram. Não quero dizer aqui para ser cético em relação a tudo, mas realmente para verificar se as explicações têm lógica. Tenha em mente, entretanto, que apenas a análise do discurso não garante nada, pois nos casos citados acima, da Boi Gordo e do investimento em Avestruz, os textos explicativos e a lógica do investimento faziam todo o sentido! Só que o modelo de negócio seguia uma linha semelhante a de alguns golpes anteriores. Uma análise criteriosa, não apenas do discurso, mas do mercado, teria aceso as luzes de alerta. Trato disso no próximo tópico. Há vários golpes semelhantes sendo aplicados atualmente, vou me abster de citá-los aqui por não ser este o objetivo deste texto.

Pesquise o que as outras pessoas falam do assunto.

Se apenas analisar o discurso não é suficiente para tomar a decisão de confiar ou não em uma empresa ou pessoa, procure saber o que outras pessoas falam sobre o assunto. Dê preferência por pessoas que efetivamente conheçam o assunto, não apenas opinem sem conhecimento de causa. Onde há um grande mercado, capilarizado, com muitas pessoas envolvidas neste mercado, mas não relacionadas entre sí, é sinal de que este mercado é existente e lucrativo. No caso dos consórcios, uma pesquisa rápida por “cartas contempladas” nos traz uma série de pessoas e empresas que comercializam tais cartas. Se há muito barulho em torno de um assunto, o mercado existe. Claro, que o mercado existir, não é garantia de que você está se envolvendo com uma pessoa ou empresa confiável. Onde há grandes mercados, sempre há os bons e os maus.

Esta informação já resolveria o problema citado da boi gordo, avestruzes, criação de camarões, plantação de eucaliptos, “venda” de seguros de vida ou associação que promete imóveis sem juros (não resisti, falei de mais quatro esquemas de pirâmide 🙂

Se só há uma empresa atuando no mercado que você está pesquisando, a chance de cair do cavalo é grande…

Tome cuidado com a opinião dos “profissionais”.

No meu caso específico, é uma briga constante ouvir economistas e administradorees falando que os consórcios não são investimento. Principalmente porque concordo com eles, consórcios não são investimento. Consórcios são uma ferramenta financeira que pode ser usada de diversas maneiras diferentes.

No meu caso, utilizo esta ferramenta como alavancagem em investimentos imobiliários. Utilizo alguns dados estatísticos e características específicas de alguns planos de consórcio de uma determinada administradora com o objetivo de obter resultados específicos. E então aparecem os economistas simplistas dizendo que “consórcio não é investimento” e comparando a pior situação do consórcio com a situação hipotética de rendimento de um fundo de investimentos, sem levar em conta que as estatísticas apontam que esta pior situação do consórcio só acontece para os 30% mais azarados, e que isso pode ser resolvido com a estratégia que uso de investir em várias cartas menores, tornando nula a possibilidade de azar total que eles descrevem.

O sucesso é um caminho solitário, a boiada não anda com os vencedores. Ser a média não exige explicações. Infelizmente também não traz resultados satisfatórios.

Pesquise o histórico.

Esta é a melhor dica que posso dar em relação a qualquer assunto. Os fundos de investimento são obrigados a dizer que histórico não é garantia de resultados futuros, mas em relação a empresas e pessoas, seus atos passados são um excelente indicador de seus atos futuros. Não vou citar dicas genéricas neste tópico, aqui é onde cito especificamente porque você pode confiar em mim e em tudo o que digo.

Rapidamente, pesquise meu nome no Google: Fabrício Stefani Peruzzo ou Fabrício Peruzzo. Analise os resultados, veja a diversidade de sites onde aparecem textos meus. Note que em muitos deles não há apenas comentários, mas artigos escritos por mim. Note a relação pessoal que tenho não apenas com os leitores, mas também com os criadores de cada site. Diga-me com quem andas e te direi quem és. Pergunte sobre mim para o pessoal da Revista Papo de Homem, para o pessoal do Dinheirama, para o Leandro Vieira, criador do portal Administradores, para o Gabriel Torres do Terremoto e Clube do Hardware. Pergunte ao Diego Nolde, criador do site Jovens Investidores. Veja meu perfil no Twitter, Facebook e LinkedIn, observando as pessoas que sigo e que me seguem, além do conteúdo que costumo postar.

Pesquise as empresas das quais sou sócio: MegacomboSteffen & Pozzi S.A.

No caso da Steffen & Pozzi, que é a holding de um grupo empresarial, veja o conjunto de empresas em que temos participação societária.

Pesquisando um pouco mais, dá para descobrir as empresas das quais já fui sócio anteriormente. Como meu mundo profissional sempre foi a internet, minha história pessoal está escrita nos diversos sites por onde já passei. Muitos me conheceram no final dos anos 90 nas listas de discussão do Yahoo Grupos, mais especificamente na lista Pai Rico, Pai Pobre, Empreender Para Todos, EmpreendedorBR.

Pesquisando o meu histórico, seja o histórico que conto na minha página pessoal, seja a história da criação da Megacombo, você pode ver como foi a minha evolução pessoal, desde a época em que era apenas um garoto recém saído da universidade, tentando abrir minha primeira empresa com mais cinco amigos, para conseguir juntar os conhecimentos e o dinheiro necessários, até hoje, onde estou tranquilo, financeiramente independente, vivendo o estilo de vida com que sempre sonhei, ou seja, trabalhando apenas com o que amo, me relacionando apenas com as pessoas de quem gosto e ajudando todos que confiam em mim, a crescer usando as estratégias que eu já usei, continuo usando e permanecerei aperfeiçoando para o bem de todos.

Você pode confiar em mim?

Se o que acabei de escrever e minha história de vida não lhe responder satisfatoriamente a esta pergunta, fique a vontade para não perder nem seu tempo, nem o meu 🙂